Até bem pouco tempo atrás as pessoas imaginavam como iluminação o simples fato de escolher determinada luminária ou lâmpada, em composição com o ambiente a ser iluminado, sem levar em consideração diversos aspectos importantes e ferramentas que auxiliam numa melhor funcionalidade e valorização do espaço.
Possuímos hoje, no Brasil, as tecnologias mais avançadas em luminárias, lâmpadas, equipamentos e sistemas, o que nos permite proporcionar concepções de iluminação mais eficientes, funcionais e artísticas, nos mais variados ambientes, com todas as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de projetos de iluminação criativos e inovadores.
Para um bom projeto de iluminação é indispensável a análise das fontes de luz naturais e artificiais simultaneamente. A luz natural será protagonista durante o dia enquanto à noite essa função passa para fontes de luz artificiais. A iluminação destas duas fases distintas deve ser pensada para que a iluminação esteja sempre de acordo com as necessidades do espaço a ser iluminado.
Ao usarmos a iluminação de forma racional, ela nos apresenta uma série de benefícios, entre os quais podemos citar a saúde à vida humana. Dessa forma, uma boa iluminação faz com que se eleve o rendimento do trabalho, por exemplo, gerando uma diminuição dos erros e acidentes, contribuindo para um maior conforto, bem-estar e segurança dos indivíduos que dela dependem na realização de sãs tarefas diárias.
A iluminação artificial é distinta para diferentes espaços, sejam eles residenciais ou comerciais. É importante o projeto luminotécnico, com a especificação correta de lâmpadas e luminárias mais apropriadas para o uso em questão. Podemos citar 2 tipos de iluminação: Iluminação GERAL – direta (luminárias com fontes de luz visíveis) e indireta (luminárias que usam o teto ou as paredes como refletores) – e Iluminação Dirigida – de efeito (luz própria para a criação de momentos especiais, como eventos ou festas), para tarefas (ideal para leitura de algum tipo de trabalho manual) e de destaque (iluminação que destaca pontos específicos da arquitetura e decoração).
As lâmpadas possuem diferentes tipos de tonalidades que são determinadas pela temperatura de cor (K) que as constituem, proporcionando conforto visual para o usuário, gerando ótimos efeitos, tanto para os espaços internos ou externos:
6.500K – Lâmpadas com aparência de cor azulada, passam a sensação de ambiente frio, dinâmico e limpo. Indicado para locais como cozinha, banheiros, ambientes hospitalares e outros.
4.000K – Lâmpadas com aparência de cor branca, iluminam o ambiente de forma natural, sem influenciar na aparência de cor do local.
2.000K – Lâmpadas com aparência de cor amarelada, passam a sensação de ambiente quente, aconchegante e calmo. Indicado para locais como sala de estar, quartos, hall e outros.
Uma das principais tendências do mercado da iluminação atualmente são os LED (diodo emissor de luz). Inicialmente usados apenas como sinalizadores, as aplicações desse tipo de produto tem crescido bastante. A tecnologia está cada vez mais avançada, a qual nos permite iluminar com baixo consumo energético, boa durabilidade e eficiência, resultando em uma ótima relação custo benefício. Espera-se que os LED venham a revolucionar a iluminação como um todo, substituindo as atuais lâmpadas incandescentes, fluorescentes, halógenas, dentre outras.
Devemos estabelecer a iluminação como ferramenta imprescindível em qualquer projeto, colocando como prioridade as orientações técnicas sugeridas por profissional capacitado, levando em conta diversos fatores importantes, desde a escolha correta de luminárias, lâmpadas e sistemas a serem utilizados em cada ambiente a ser iluminado.
Texto de autoria de Silvio Luiz Matos Teixeira – Arquiteto, especialista em iluminação, publicado na revista Arquitetura & Decoração (caderno especial)